sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estrela pode ter virado um planeta de diamante

[Não se trata exatamente de um planeta, mas de uma estrela morta, cuja maior parte da massa já foi sugada pelo pulsar. [Imagem: SWIN]

Planeta de diamante
Um "planeta" com cerca de 60.000 quilômetros (km) de diâmetro - cerca de cinco vezes o diâmetro da Terra - formado por carbono e oxigênio.

E sua densidade é tão grande que esse material deve certamente ser cristalino, ou seja, uma grande parte desse corpo celeste pouco usual pode ser similar a um gigantesco diamante.

Esta foi a conclusão de um grupo de astrônomos australianos, que usou um radiotelescópio para observar um fenômeno igualmente pouco usual.

Siga os passos para verificar como eles chegaram a essa conclusão sobre o que seria esse planeta de diamante.

Descobrindo um pulsar

Tudo começou quando os astrônomos usavam um radiotelescópio e descobriram uma estrela bastante rara, do tipo pulsar.

Pulsares são estrelas giratórias muito pequenas, com cerca de 20 km de diâmetro, que emitem um feixe de ondas de rádio.

Como a estrela gira, esse "disparo" de ondas de rádio chega na Terra na forma de um padrão regular - pulsos de ondas de rádio, de onde vem o nome pulsar.

Mas esse novo pulsar, conhecido como PSR J1719-1438, apresentou uma característica diferenciada: seus pulsos parecem ser sistematicamente modulados, ou seja, sofrem uma influência regular.

Esse pulsar tem companhia

Os astrônomos concluíram que essa modulação deve estar sendo gerada por um pequeno planeta orbitando o pulsar, formando um sistema binário.

Estudando a modulação nas ondas de rádio do pulsar, os pesquisadores chegaram a duas conclusões sobre esse planeta companheiro.

Primeiro, que os dois estão separados por uma distância de cerca de 600.000 km e que o planeta orbita o pulsar em apenas duas horas e 10 minutos.

Segundo, que esse companheiro deve ser muito pequeno, com um diâmetro menor do que 60.000 km - o planeta está tão perto do pulsar que, se ele fosse maior, seria destruído pela gravidade do pulsar.

Estrela que virou planeta

Mas, para que esse sistema binário seja estável, o planeta deve ter mais massa do que Júpiter.

Para ser tão denso, não deve se tratar exatamente de um planeta, mas de uma estrela morta, cuja maior parte da massa já foi sugada pelo pulsar - ou seja, uma anã-branca.

"Esse remanescente provavelmente é formado principalmente de carbono e oxigênio, porque uma estrela feita de elementos mais leves, como hidrogênio e hélio, seria grande demais para se encaixar nos tempos de órbita observados," diz o Dr. Michael Keith, do instituto CSIRO.

Nasce um planeta de diamante
[O pulsar agora descoberto é conhecido como pulsar de milissegundo - ele gira cerca de 10.000 vezes por minutos. [Imagem: SWIN]


Dada a densidade da "estrela que virou planeta" - uma massa maior do que a Júpiter em um diâmetro de 60.000 km - o material que a forma deve ser cristalino.

Como carbono se cristaliza na forma de diamante sob altas pressões, os astrônomos concluíram que sua ex-anã-branca pode ser agora um planeta com grande parte de sua composição consistindo em diamante.

Não há exatamente uma explicação de por que o pulsar teria sugado os outros elementos e deixado o carbono para trás, mas o estudo apresenta um retrato da situação medida, não tendo dados suficientes para estabelecer a dinâmica do nascimento do provável planeta de diamante.

A ideia de planetas de carbono não é inédita, embora seja recente, tendo sido proposta em 2005 pelo astrofísico Marc Kuchner.

Em 2010, um grupo de astrofísicos ligados à NASA identificou o primeiro planeta de carbono, e apontaram que ele teoricamente poderia ter montanhas de diamante.

Pulsar de milissegundo

O pulsar agora descoberto é conhecido como pulsar de milissegundo - ele gira cerca de 10.000 vezes por minutos.

Ele tem uma massa de 1,4 vezes a massa do Sol, espremida em uma esfera com 20 km de diâmetro.

Cerca de 70% dos pulsares de milissegundo têm estrelas-companheiras, formando sistemas binários.

Os astrônomos acreditam que foi a estrela-parceira que transformou o pulsar em um pulsar de milissegundo, transferindo massa e fazendo-o girar cada vez mais rápido. O resultado é um pulsar de milissegundo com o que sobrou de uma estrela que perdeu a maior parte de sua massa - o "planeta de diamante".

Bibliografia:
Transformation of a Star into a Planet in a Millisecond Pulsar Binary
M. Bailes, S. D. Bates, V. Bhalerao, N. D. R. Bhat, M. Burgay, S. Burke-Spolaor, N. D’Amico, S. Johnston, M. J. Keith, M. Kramer, S. R. Kulkarni, L. Levin, A. G. Lyne, S. Milia, A. Possenti, L. Spitler, B. Stappers, W. van Straten
Science
August 25 2011
Vol.: Published Online
DOI: 10.1126/science.1208890

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

NASA anuncia missões de demonstração tecnológica


[As comunicações ópticas - ou comunicação a laser - vão aumentar a largura de banda disponível para as futuras missões comunicarem-se com a Terra. [Imagem: NASA]
A NASA selecionou três propostas para o seu programa "Missões de Demonstração Tecnológica".



Os projetos são voltados para a comunicação espacial, propulsão sem combustível, usando velas solares, e um relógio atômico para melhorar a navegação espacial.


Os três projetos agora vão para a etapa de construção e preparação para o lançamento ao espaço.


"Ao investir em tecnologias disruptivas, de alto retorno, que a indústria não tem à mão hoje, a NASA amadurece as tecnologias necessárias para as suas missões futuras, ao mesmo tempo que avalia as capacidades e reduz o custo das atividades espaciais comerciais e governamentais," disse a agência em comunicado.



Comunicação espacial a laser



O projeto LCRD (Laser Communications Relay Demonstration) consistirá em uma demonstração confiável, segura e barata de uma tecnologia de comunicação óptica que possa ser inserida em outras missões, tanto nas proximidades da Terra quanto no espaço profundo.



As comunicações ópticas - também conhecidas como comunicação a laser, ou lasercom - pretendem aumentar a largura de banda disponível para as futuras missões comunicarem-se com a Terra.



Um equipamento desses fornecerá taxas de transferência de dados significativamente superiores aos sistemas de rádio usados hoje, usando um equipamento com praticamente a mesma massa, volume e potência.



Por exemplo, a sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) leva 90 minutos para transmitir uma única foto de Marte em alta resolução. Com um sistema a laser, com capacidade de 100 Mbps ou mais, essa mesma foto chegaria à Terra em cerca de 5 minutos.



A comunicação espacial a laser também permitirá o estabelecimento de uma "presença virtual" no espaço, em outro planeta ou em um outro corpo do Sistema Solar.



Nave a vela solar



[O veleiro espacial terá uma vela solar de 38 metros quadrados. [Imagem: NASA]



A empresa L'Garde Inc. ficará responsável por construir uma sonda espacial sem combustível, movida unicamente por uma vela solar.



Até agora, os experimentos com velas solares concentraram-se quase unicamente no próprio sistema de propulsão, sem uma carga científica útil. O experimento mais avançado nessa área é o veleiro espacial Ikaros, da Agência Espacial Japonesa (JAXA).



O veleiro espacial terá uma vela solar de 38 metros quadrados.



A NASA planeja usar a tecnologia para tirar de órbita satélites artificiais que chegaram ao fim da vida útil e lixo espacial.
Outro projeto é usar as velas solares para manter a altitude de estações espaciais. Hoje, a Estação Espacial Internacional depende de combustível para ajustar sua altitude periodicamente - e esse combustível deve ser levado para lá por foguetes.
Uma vela solar também permitiria o lançamento de satélites "geopolares", que poderiam observar os pólos da Terra - ou de planetas próximos - continuamente, com grandes vantagens sobre os satélites geoestacionários atuais.
Uma sonda espacial situada nos pontos de Lagrange poderia usar suas velas solares para ajustar continuamente sua posição em relação à Terra e ao Sol, melhorando o tempo de alerta das tempestades solares em até 45 minutos.
Finalmente, as velas solares tornarão mais baratas e mais simples as missões a planetas mais distantes e até mais longe.
Embora até poucos anos atrás houvesse grande ceticismo na comunidade científica sobre se as velas solares sequer funcionariam, agora que elas já foram demonstradas na prática há pesquisadores defendendo que elas seriam úteis até mesmo além da fronteira do Sistema Solar.



Relógio atômico espacial






[O veleiro espacial terá uma vela solar de 38 metros quadrados. [Imagem: NASA]



O Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) ficará incumbido de construir um relógio atômico miniaturizado, que fornecerá a precisão e a estabilidade necessárias para uma navegação espacial mais precisa.



Futuros satélites de GPS com seus próprios relógios atômicos terão uma precisão elevada em mais de 100 vezes.



O DASC (Deep Space Atomic Clock) usará a tecnologia de íons de mercúrio.



Um relógio atômico no espaço aumentará a resolução dos dados de navegação por um fator de dois ou três, permitindo um rastreamento muito mais preciso das naves pelas estações em terra.



Além da navegação, a melhoria na quantidade e na qualidade dos dados melhorará em até 10 vezes a coleta de dados gravitacionais e as observações científicas de ocultação, usadas para descobrir e estudar planetas extra-solares (ou exoplanetas).



A disponibilidade de um relógio atômico a bordo significará que as sondas e naves espaciais não precisarão ficar repassando suas posições a cada instrução enviada da Terra - ou seja, o controle de navegação poderá ser feito com uma única via de comunicação.



Voltando ao exemplo da sonda MRO, hoje o link de comunicação com a Terra é compartilhada entre navegação e dados científicos. Com um relógio atômico, uma sonda similar teria o canal de downlink exclusivamente para a ciência.



Segundo a NASA, só a redução do tempo de uso das antenas terrestres representaria uma economia de US$11 milhões para a missão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Encontradas estrelas mais frias do Universo

Anãs Y
[Astrônomos da NASA descobriram as estrelas mais frias já encontradas, com temperaturas abaixo das do corpo humano.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Usando dados do telescópio WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), astrônomos da NASA descobriram as estrelas mais frias já encontradas.

Elas têm temperaturas semelhantes às do corpo humano, ou até menores.

Esta concepção artística mostra como deve se parecer uma "anã Y". As anãs Y estréiam a classe de corpos estelares mais frios que se conhece.

Como os astrônomos ainda não detectaram anãs Y nos comprimentos de onda visível, que vemos com nossos olhos, a escolha de uma cor roxa para ilustrá-las foi feita por razões artísticas.

Os astrônomos caçam esses corpos celestes escuros há mais de uma década, sem sucesso. É quase impossível enxergá-las usando telescópios de luz visível porque, sendo tão frias, praticamente não brilham.

O telescópio Wise encontrou-as usando sua visão de infravermelho, sensível ao calor.

O telescópio descobriu seis anãs Y, variando em temperaturas atmosféricas de 175 graus Celsius até 25 graus Celsius.

Anãs marrons

As anãs Y pertencem a uma família maior de objetos chamados anãs marrons.

Anãs marrons começam suas vidas como estrelas, mas não chegam a acumular massa suficiente para fundir átomos de forma constante em seus núcleos e brilhar com a luz das estrelas. Em vez disso, elas vão se apagando e esfriando com o tempo, emitindo a maior parte de sua luz em comprimentos de onda infravermelha.

Classificação de estrelas

O esquema de classificação estelar descreve estrelas de todas as temperaturas, começando com as mais quentes, as estrelas "O", e agora terminando com as frias anãs Y.

A escala inteira inclui as classes: O, B, A, F, G, K, M, L, T, Y. O nosso Sol amarelo pertence à classe G de estrelas. Estrelas M, para comparação, são mais frias do que o nosso Sol e mais avermelhadas.

Enquanto as classes O até K são consideradas estrelas, os objetos M e L são uma mistura de estrelas e anãs marrons, e os objetos T e Y são anãs marrons puras.

O termo "anãs marrons" foi escolhido porque, quando foram descobertas, os astrônomos também não sabiam que cores esses objetos realmente teriam nos comprimentos de onda visíveis, e marrom não é uma verdadeira cor da luz (não existem "fótons marrons").

Os astrônomos agora sabem que as anãs T parecem avermelhadas, ou magenta, aos nossos olhos. Mas eles não estão certos de que cor são as anãs Y, uma vez que esses objetos não foram detectados em comprimentos de onda visíveis.

[Categorias de anãs marrons, incluindo as recém-descobertas anãs Y. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Anãs marrons

Esta concepção artística ilustra como as anãs marrons de diferentes tipos apareceriam para um viajante interestelar hipotético que passasse nas proximidades de cada uma.

À esquerda está uma anã L, no meio uma anã T e, à direita, uma anã Y.

Os objetos são progressivamente mais frios em termos de temperaturas atmosféricas conforme você se move da esquerda para a direita.

De forma surpreendente, nesta visualização a nave espacial do nosso intrépido viajante estaria à mesma distância de cada objeto.

Isto ilustra uma propriedade incomum das anãs marrons - todas elas têm as mesmas dimensões, aproximadamente o tamanho do planeta Júpiter, independentemente da sua massa.

Esta disparidade de massa pode ser de quinze vezes ou mais, quando se compara uma anã L com uma anã Y, apesar do fato de os dois objetos terem o mesmo raio.

Elas também têm temperaturas atmosféricas muito diferentes.

Uma anã L típica tem uma temperatura de 1.400 graus Celsius. Uma anã T típica tem uma temperatura de 900 graus Celsius.

A anã Y agora descoberta tem uma temperatura que alcança os 25 graus Celsius.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fusão nuclear: sonho da energia das estrelas continua brilhando


[O homem sonha em domar a fusão nuclear desde que Hans Bethe explicou de onde as estrelas tiravam tanta energia.[Imagem: Cortesia de RSC]


Fonte definitiva de energia

Em busca de uma alternativa para a matriz energética mundial, muitos cientistas acreditam que só a energia das estrelas pode representar um passo decisivo para a humanidade.

Às voltas com a sujeira e os riscos causados pela fissão nuclear, ainda debatendo se os biocombustíveis valem a pena ou não, o mundo se vê às voltas com uma matriz essencialmente baseada no petróleo e seus parentes próximos, o carvão e o gás natural.

Para achar uma saída desse beco, as duas únicas tecnologias com potencial disruptivo são a fotossíntese artificial e a fusão nuclear.

Os experimentos com folhas artificiais estão apenas começando. Mas o homem sonha em domar a fusão nuclear desde que Hans Bethe explicou de onde as estrelas tiravam tanta energia.

Tentativas de produzir a fusão nuclear

A primeira tentativa de produzir a fusão nuclear na Terra não é de boa lembrança: em 1º de Novembro de 1952, os Estados Unidos usaram uma bomba similar à usada em Hiroshima apenas para dar a ignição na primeira bomba de hidrogênio. Funcionou, mas a coisa se mostrou tão perigosamente descontrolada que o projeto foi deixado de lado.

O recorde mundial de fusão nuclear hoje pertence ao reator tokamak do JET (Joint European Torus), no Reino Unido. Com 15 metros de diâmetro e 12 metros de altura, ele consumiu 20 MW para produzir 16 MW - mas a fusão nuclear se sustentou por menos de 10 segundos.

Hoje, todos os esforços para bater esse recorde e gerar energia são pacíficos - ao menos os que se conhece. E os projetos de fusão nuclear não são mais exclusividade dos governos e suas universidades: já há empresas privadas trabalhando na área.

ITER

[O ITER usará um reator do tipo tokamak, que usa um gigantesco campo magnético para confinar um plasma que deverá atingir uma temperatura de 45 milhões de graus Celsius [Imagem: ITER]


O maior desses esforços é o ITER, sigla em inglês de Reator Internacional Termonuclear Experimental, que começou a ser erguido em Cadarache, na França.

Com um investimento planejado de US$21 bilhões, o projeto pretende consumir 50 50 megawatts (MW) de energia para dar partida em uma produção de 500 MW. Em 2027, se tudo der certo.

O problema é que ninguém sabe se vai dar certo. Muitos físicos dizem que não vai funcionar. Outros afirmam que o ITER funcionará como um excelente laboratório de física, mas nunca será uma usina de geração de energia eficiente.

O ITER usará um reator do tipo tokamak, que usa um gigantesco campo magnético para confinar um plasma que deverá atingir uma temperatura de 45 milhões de graus Celsius para dar partida na fusão de deutério-trício.

Se funcionar, um quilograma (kg) de combustível de fusão vai gerar tanta energia quanto 10 milhões de kg de carvão.

Outro experimento já atingiu 25 milhões de graus Celsius, ainda abaixo do ponto de partida da fusão. Mas os projetistas do ITER confiam em seu 18 gigantescos ímãs supercondutores, cada um pesando 360 toneladas, para confinar uma quantidade de plasma suficiente para chegar lá.

Ignitor

[Visão interna do reator Ignitor, mostrando a cavidade em formato de anel onde o plasma ficará confinado por campos magnéticos extremamente fortes. A fusão nuclear deverá ocorrer no interior desse plasma. [Imagem: Bruno Coppi]


O Ignitor é um projeto conjunto entre a Itália e a Rússia, bem menos ambicioso que o ITER.

O Ignitor será na verdade uma versão ampliada do Alcator C-Mod, desenvolvido pela equipe do professor Bruno Coppi, do MIT.

O reator, que está sendo erguido nas proximidades de Moscou, terá aproximadamente o dobro do tamanho do Alcator, com uma câmara principal em forma de anel com 1,3 metro de diâmetro - a câmara do ITER terá 6,2 metros de diâmetro.

O Alcator não nasceu para gerar energia, mas como um laboratório para estudar as estrelas.

Ao longo dos anos, os cientistas foram aprimorando seus detalhes técnicos, a ponto de atingirem um estágio no qual eles acreditam ser viável usar a tecnologia para produzir temperaturas suficientes para iniciar a fusão nuclear.

Como estão trabalhando em uma área desconhecida, os cientistas parecem mais interessados em trocar experiências do que em competir. Evgeny Velikhov, responsável pelo lado russo do projeto, também é membro do conselho do ITER.

Mas o Dr. Coppi não se cansa de dizer, entrevista após entrevista, que, mesmo que o Ignitor nunca gere mais energia do que consumir, ainda assim a astrofísica terá muito a ganhar com o experimento.

Sterellator

[O desenho complexo e tortuoso do Wendelstein 7-X servirá para demonstrar a utilidade do tipo stellarator de reator de fusão para a geração de energia. [Imagem: Max Planck Institute]


O tokamak não é o único caminho para tentar domar a fusão nuclear.

O projeto Wendelstein 7-X, do Instituto Max Planck, da Alemanha, está construindo um reator de fusão do tipo stellarator - ele será o maior do mundo desse tipo.

Um tokamak é alimentado por uma corrente de plasma. Essa corrente fornece uma parte do campo magnético responsável por isolar o próprio plasma das paredes do reator. O grande problema é evitar as "disrupções", as instabilidades do plasma circulante pelo torus.

Um reator do tipo stellarator não tem corrente, eliminando de pronto o problema das instabilidades do plasma. Esse tipo de reator tem um desenho esquisito, mas também tem seus próprios problemas, como uma tendência a perder energia.

Cada stellarator foge à sua própria maneira do tipo "clássico", fazendo modificações e otimizações que tentam coibir os defeitos o obter um funcionamento contínuo.

O Wendelstein 7-X terá 50 bobinas supercondutoras, medindo 3,5 metros de altura cada uma, para gerar o campo magnético primário. Para completar o sistema de contenção do plasma será usada uma camada adicional com 20 bobinas planares, colocadas sobre as primeiras, que terão o papel adicional de permitir o controle da intensidade do campo magnético.

O conjunto todo é contido dentro de uma estrutura de 16 metros de diâmetro. Uma usina de refrigeração fornecerá 5.000 Watts de hélio líquido para manter a supercondução dos fios que formam as bobinas.

O Wendelstein 7-X será um reator de pesquisa, sem intenção de produzir energia. Na verdade, a intenção é demonstrar a viabilidade da construção de uma usina de fusão nuclear usando um reator do tipo stellarator. Se tudo ocorrer segundo o cronograma, o reator deverá entrar em funcionamento em 2014.

Fusão nuclear com laser




O projeto europeu Hiper (sigla em inglês de Pesquisa de Energia Laser de Alta Potência) pretende atingir as altas temperaturas necessárias para iniciar a fusão nuclear usando um equipamento de raio laser do tamanho de um estádio de futebol.

Um laser de alta potência vai comprimir átomos de hidrogênio para conseguir uma densidade 30 vezes maior do que a do chumbo.

Um segundo laser vai aumentar a temperatura do hidrogênio comprimido acima dos 100 mihões de graus Celsius - ao menos é o que os cálculos indicam.

Nessas condições, os núcleos do hidrogênio deverão se fundir para formar hélio.

Iniciado em 2008, o Hiper é financiado pela Comissão Europeia e envolve 26 instituições de dez países.

Motor de fusão

[Em vez de confinar o plasma em uma estrutura toroidal, como no tokamak, o motor de fusão vai acelerar duas pequenas bolas de plasma uma em direção à outra. [Imagem: Helion Energy]


Os cientistas da empresa privada Helion Energy são bem mais comedidos do que seus parceiros institucionais.

Seu reator de fusão nuclear é um equipamento cilíndrico de 16 metros de comprimento e pouco mais de um metro de diâmetro.

Chamado de "motor de fusão", o reator não usará supermagnetos supercondutores mantidos em temperaturas criogênicas: ele usará um processo conhecido como configuração de campo reverso.

Em vez de confinar o plasma em uma estrutura toroidal, como no tokamak, o motor de fusão vai acelerar duas pequenas bolas de plasma uma em direção à outra.

Manter o plasma isolado em um aparato linear é muito mais simples do que o formato toroidal, exigindo um campo magnético menos intenso e mais fácil de controlar. É por isso que o reator é tão menor do que seus concorrentes.

Se os cálculos estiverem corretos, a colisão deverá gerar calor suficiente para fundir os núcleos dos átomos, aquecê-los e iniciar a fusão de forma sustentada.

Como a fusão ocorre em um ponto determinado no espaço é mais fácil também recolher os nêutrons gerados. Os nêutrons são essenciais para gerar o combustível da fusão.

E, se eles escaparem, podem tornar radioativas as peças metálicas do equipamento com as quais entrarem em contato - isso acontecerá no ITER, que deverá trocar as partes internas do seu reator periodicamente.

O protótipo do motor de fusão atingiu uma temperatura de 25 milhões de graus Celsius, bem abaixo do necessário. Mas os cientistas calculam que a temperatura necessária será alcançada com um equipamento apenas três vezes maior.

A NASA e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já investiram US$5 milhões na empresa, que agora está procurando parceiros privados para levantar mais US$20 milhões, necessários para construir a versão final do seu motor de fusão.

Fusão geral

[O aparato experimental produziu uma temperatura de 5 milhões de graus Celsius durante 1 microssegundo. [Imagem: General Fusion]


A empresa canadense General Fusion está usando uma outra abordagem para tentar obter a fusão nuclear sustentada.

A técnica chama-se fusão de plasma magnetizado e consiste em iniciar a fusão em um plasma comprimido de forma intensa e rápida no interior de uma esfera giratória de metal líquido.

O reator funciona em ciclos sequenciais, com cada compressão do plasma magnetizado produzindo um "disparo" de energia gerada pela fusão.

São quatro ciclos: criação do plasma de deutério e trício, aprisionamento do plasma em um campo magnético, compressão do plasma magnetizado, gerando a fusão e, finalmente, captura do calor gerado pela fusão para uso em uma usina termoelétrica.

Os resultados ainda são modestos: segundo a empresa, o aparato produziu uma temperatura de 5 milhões de graus Celsius durante 1 microssegundo.

Mas a General Fusion tem mais dinheiro para construir versões maiores do seu reator: os US$30 milhões foram levantados entre investidores privados, entre os quais Jeff Bezos, da Amazon.

Fusão secreta

[Esquema do reator Rostoker/Monkhorst, mostrando os íons do combustível (106) viajando ao redor e através da armadilha magnética. Os pesquisadores acreditam que, induzindo variações na velocidade do combustível, os íons irão se chocar com energia suficiente para se fundirem. [Imagem: Rostoker and Monkhorst/University of California]

Há uma outra empresa privada na área, chamada Tri Alpha Energy, que não gosta de aparecer e nem divulga seus projetos, mas que aparentemente está usando um conceito criado pelos físicos Norman Rostoker e Hendrik Monkhorst.

A ideia é misturar hidrogênio e boro-11 em um plasma de alta temperatura para gerar a fusão.

O processo de confinamento usa a mesma configuração de campo reverso, mas aparentemente mantendo toda a energia de entrada dentro do reator - os elétrons do combustível seriam confinados eletrostaticamente e os íons seriam aprisionados magneticamente.

Os pesquisadores acreditam que, com o calor e a densidade adequadas, esses íons vão se fundir para liberar energia.

Recentemente circularam boatos de que a empresa teria levantado US$90 milhões, tendo entre seus investidores Paul Allen, cofundador da Microsoft. Mas as empresas de capital de risco apontadas nos boatos não listam a empresa em sua carteira de investimentos.

Em um artigo científico publicado em 2010, seus cientistas afirmam ter alcançado uma temperatura de 5 milhões de graus Celsius durante 2 milissegundos.

Já houve vários boatos sobre a iminência de um teste "no ano que vem", que ainda não aconteceu. Os mais otimistas opinam que uma versão comercial do reator Rostoker/Monkhorst - capaz de produzir mais energia do que consome - não sairá antes de 2020.

Fusão nuclear a frio

[A fusão nuclear a frio, ou fusão de baixa energia, não pretende ser usada para geração de energia, mas poderá ser útil na área médica. [Imagem: Melvin Miles]

Há também propostas mais controversas para a fusão nuclear, embora não voltadas especificamente para a produção de energia.

A principal delas é a chamada fusão nuclear a frio, ou fusão de baixa energia, que mostra os indícios da fusão por meio dos nêutrons gerados no processo - pouquíssimos nêutrons, em comparação com os experimentos que pensam em gerar energia.

A ideia surgiu em 1989, quando Martin Fleishmann e Stanley Pons afirmaram ter verificado a fusão nuclear em uma célula eletrolítica. Mas nenhum outro grupo conseguiu reproduzir o experimento.

A esperança renasceu em 2009, quando Pamela Mosier-Boss e sua equipe modificaram ligeiramente a célula eletrolítica de Fleishmann e Pons e tiveram resultados animadores, ainda que frágeis demais para qualquer uso prático.

Mas a fusão nuclear a frio só voltou a ser levada a sério em 2010, quando a Sociedade Americana de Química promoveu um evento de dois dias exclusivamente para discutir o assunto. Deste o fiasco inicial, quem se atrevia a pesquisar a área preferia trabalhar em silêncio.

Foram mais 50 apresentações de experimentos que apresentaram resultados significativos, suficientes para colocar o assunto em pauta novamente. Mas ninguém sonha em usar a fusão a frio para geração de energia.

Fusão por cavitação

Pelo menos três grupos se envolveram em uma pretensa fusão nuclear em um equipamento de mesa, desde que Rusi Taleyarkhan e seus colegas do Laboratório Nacional Oak Ridge afirmaram ter conseguido iniciar a fusão pelo colapso de microbolhas.

Seth Putterman, da Universidade da Califórnia, fez uma demonstração semelhante em 2005, mas usando o aquecimento de um cristal em um ambiente de deutério. A produção de nêutrons, contudo, foi muito pequena, e os cientistas nunca chegaram a afirmar que a técnica seria útil para a geração de energia.

No mesmo ano, uma equipe da Universidade Purdue afirmou ter confirmado o experimento de Taleyarkhan, baseado na cavitação de microbolhas.

Contudo, depois da contestação de outros cientistas, a Universidade fez uma sindicância e concluiu que Yiban Xu e Adam Butt haviam falseado os resultados.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cardassianos

Fonte: site USS Ventura


Colaboração: Dra. Anarys Gaia




Os Cardassianos são considerados uma raça inimiga da Federação, e como tal sempre estão envolvidos em batalhas ou combates e disputas com a Federação. Mesmo após vários tratados, existem várias tensões entre as duas partes.

No entanto, antes dos militares assumirem o poder, os cardassianos foram um povo pacífico e espiritual, mas devido aos escassos recursos no seu planeta natal (Cardassia) e também a fome e doenças que matavam aos milhões, se tornaram um povo belicoso e orgulhoso de suas conquistas. Os militares trouxeram uma esperança, a conquista de novos territórios e novas tecnologias, infelizmente adquiridos pela violência, ao custo de milhões de vidas cardassianas e de outras raças sacrificadas em um grande esforço de guerra.

A Raça e Fisiologia dos Cardassianos

Aparência GeralA raça cardassiana é distinta em sua aparência original. Possuem couraça que reveste parte de seu corpo na forma de grossas escamas. São humanóides, bípedes de constituição física avantajada, compleição acinzentada e dotados de grande força. São geralmente altos, possuem uma poderosa e larga garganta. Sua característica mais marcante é sem dúvida a presença de protuberâncias na fronte, que se unem ao couro cabeludo, sendo que a principal, localiza-se no centro da testa no formato de uma lágrima (esta característica nas fêmeas normalmente é mais sutil e possui pigmentação azulada).

O cabelo é liso, geralmente escuro e nos machos militares o corte é rente pouco abaixo da nuca. Já as fêmeas militares usam o cabelo em longas tranças ou simplesmente penteados para trás de forma elaborada.

Os olhos variam nas cores; preto, castanho, verde, contudo a pigmentação azul escuro é a mais corriqueira.




Os Cardassianos são tão originais em sua aparência física como na personalidade. São considerados altamente inteligentes, orgulhosos, frios, possuem um ar ‘distante’, são implacáveis, por vezes cruéis, beligerantes e até traiçoeiros. Por via de regra são bastante reservados, nunca dizem o que pensam e demonstram arrogância e superioridade principalmente no trato com outras espécies. Estas características estão atreladas ao fato da raça ser extremamente xenófoba. Porém, após algum convívio com outras raças, eles podem até se tornar amigáveis, gentis e carismáticos, mas sempre se mantendo a margem e o ar de certo mistério.

Sociedade CardassianaO Sistema Cardassiano encontra-se localizado no Quadrante Alfa na fronteira do espaço da Federação Unida dos Planetas, aproximadamente 50 anos luz de distancia. O sistema estelar mais próximo de Cardassia é o Sistema Bajoriano e dista 5,25 anos luz aproximadamente, menos de 20 horas da Estação Espacial 9 – DS9 e do planeta Bajor.

As duas culturas estreitaram relações quando a tecnologia de navegação bajoriana permitiu cobrir pequenas distancias em primitivas naves espaciais. Cardassia Prime, assim como todos os mundos governado por Cardassia fazem parte da União Cardassiana, também conhecido como Império Cardassiano.

Segundo a tabela de desenvolvimento cultural Weibrand, Cardassia possui índice de desenvolvimento 21, a Federação 23. Com a aliança entre Cardassia e os Dominions, Cardassia passou a ter índice igual à Federação. Cardassia Prime localiza-se a oeste da Federação.

PRIMEIRA CIVILIZAÇÃO HEBITIAN
Ancestrais da raça cardassiana. As catacumbas funerárias dos Hebitian foram descobertas em Cardassia no final de 2160. As tumbas segundo se sabem eram magníficas e ricas em incrustações de artefatos preciosos.

CARDASSIA
Planeta classe M, pobre em recursos naturais, mas em sua antiguidade foi lar de uma esplendida civilização, onde suas lendárias ruínas ainda são consideradas uma das mais extraordinárias em toda a galáxia. A maioria dos tesouros arqueológicos foram espoliados, roubados por um povo faminto e doente. Até mesmo os militares se utilizaram deles para manterem a máquina de guerra funcionando contra a Federação dos Planetas Unidos. Quase toda a sua superfície do planeta é de massa terrestre, existe pouca vegetação e poucos oceanos ou mares. Esta discrepância gerou espécies carnívoras e perigosas entre os animais nativos do planeta. Há também uma densa camada de dióxido de carbono cobrindo o planeta, o que causa o efeito estufa. Isso também causou uma elevação na temperatura local. Só os fortes sobrevivem a este clima.

Dados GeraisDistancia: 21.000.000.000 Anos luz.

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Recursos Naturais:
. Silicone
. Ferro
. Carbono
. Cobre
. Deutério

. Cobalto
Áreas Exploradas:
. Agricultura – 2%
. Área Habitada - 6%
. Área Industrial – 24%
. Área não utilizada – 68%

DEMOGRAFIA
População: 710.924.000.000

Taxa de Natalidade: 7 para cada 1.000 (Ano: 2372)

Taxa de Mortalidade: 5 para cada 1.000 (Ano: 2372)

Taxa de Fertilidade: 1.6 filhos pra cada fêmea.

Longevidade: 109 anos em média para os machos; 120 anos em média para as fêmeas.

Força de Trabalho: 426.554.000.000

Nacionalidade: Cardassianos

Divisão Racial:

. Cardassianos – 58%

. Outros Humanóides - 36%

. Outros Não Humanóides – 8%

Língua: Kardasi e Vorta ambas oficiais, algumas minorias falam o inglês. O Tradutor Universal eliminou a maior parte das barreiras lingüísticas.

RELIGIÃO
Os antigos cardassianos eram um povo pacífico e espiritualizado. Mas a falta de recursos naturais do planeta com o decorrer dos tempos gerou a fome e a doença, trazendo como conseqüência à morte de milhões.

Diante deste quadro o governo passou a investir no crescimento do poder militar, que possibilitou a Cardassia expandir seus domínios, anexando novos territórios e adquirindo tecnologia normalmente através da violência, que mais uma vez custou a vida de milhões no esforço de guerra.

GUERRAS
A guerra entre Cardassia e a Federação de Planetas Unidos desenvolveu-se no período de 2355 a 2367 – (12 anos), culminando em um histórico tratado de paz entre a Federação e a União Cardassiana. Questionado publicamente pelo então embaixador Spock, discordando de seu pai no que se referia o acordo com os Cardassianos. O capitão Picard lembra-se que no comando da USS Stargazer em 2355 por pouco conseguiu fugir de uma nave de guerra cardassiana com sua nave e tripulação intacta.

A negociação do tratado foi intermediada pelo Almirante da Frota Estelar Edward Jellico, que num esforço único conseguiu ao seu termo trazer harmonia entre as partes, embora de forma bastante frágil. Entre outros pontos negociados no tratado, ficou estabelecido que os prisioneiros de guerra de ambos os lados teriam o direito de verem seus representantes em um planeta neutro seguido de seu encarceramento em instituição para este fim.

Mais tarde no mesmo ano, o tratado foi violado pelo capitão da Frota Estelar Benjamin Maxwell, comandando a nave USS Phoenix. Mesmo que as ações de Maxwell fossem ilegais, as autoridades da Frota Estelar achavam que as suas suspeitas estavam corretas sobre as possíveis atividades militares ilícitas por parte dos cardassianos.

Os cardassianos anexaram o Sistema Bajor a União Cardassiana por volta de 2328, e, sistematicamente, exploraram os recursos do planeta e obrigaram os bajorianos a colonizar outros planetas durante as décadas seguintes. Em 2369, acreditou-se que Cardassia estivesse desenvolvendo uma arma metagênica e planejava utilizá-la em conjunção com uma incursão no espaço da Federação.
O capitão da USS Enterprise-D Jean-Luc Picard, junto com a médica chefe Dra. Beverly Crusher e o oficial de segurança klingon Tenente Worf, foram enviados em uma missão secreta ao espaço cardassiano para investigar. As suspeitas provaram-se falsas, apenas com o objetivo de levar o capitão Picard a uma prisão cardassiana. Também em 2369, o movimento de resistência bajoriano forçou os cardassianos a uma retirada do planeta Bajor depois de anos de atividade terrorista de resistência. Na sua retirada, eles abandonaram uma estação mineradora em órbita de Bajor, chamada de Terok Nor. A estação foi rebatizada de Estação Espacial 9 (Deep Space 9) pela Federação, que foi convidada pelo governo provisório de Bajor para manter a independência. O abandono por parte dos cardassianos provou-se que era um erro enorme quando esta estação ganhou valor estratégico, científico e comercial com a descoberta da fenda espacial bajoriana, a única fenda espacial estável conhecida com uma passagem segura para o Quadrante Gamma.

Em 47751.2 a Vice-Almirante Alyma Nechayev informa ao então Capitão Jean-Luc Picard, depois de três anos de negociações a conclusão do tratado de paz. Foi estabelecido um setor denominado Zona Desmilitarizada nos limites de ambos os espaços (Cardassia e Federação), tendo o Império cardassiano ganho a jurisprudência de vários planetas que antes eram regidos pela própria Federação dos Planetas Unidos. Isto acabou por gerar descontentamento e protestos de muitos colonos baseados no setor, que se recusaram em sua maioria a abandonarem seus lares. A atitude cardassiana com relação aos povos alienígenas renitentes em abandonarem suas propriedades na Zona Desmilitarizada veio na forma de repetidos e fracassados embates.

PAZ com a federação
A frágil paz entre A União Cardassiana e a Federação, acabou por gerar um problema de ordem político-economico-social sem tamanho na Zona Desmilitarizada. Um grupo de colonos descontentes - cada vez mais crescente – que se denominaram os Maquis, ameaçavam o tratado de paz.

Guerra Klingon-Cardassiana
Guerra iniciada em 2372 por manobra do Dominion força suprema do quadrante Gamma. Um dos Fundadores do Dominion (seres metamorfos) disfarçado de General Martok (chefe do Império Klingon) inicia ataque aos Cardassianos. Os Klingons promovem grande devastação no território da União Cardassiana. Os Cardassianos ameaçados unem-se ao Dominion. Essa guerra abalou a aliança entre os Klingons e a Federação pois esta se posicionou contra os klingons e acabou por romper o Tratado de Khitomer e apoiando abertamente os cardassianos. A falta de apoio da Federação desperta ódio nos Klingons que chegam a fazer ataques à Estação Espacial Nove.

Guerra contra o Dominion-cardassianos
Em 2372-2375, através da Fenda Espacial soldados do Dominion passam ao quadrante alfa e tomam a Estação Espacial Nove. Os Cardassianos ameaçados pelos Klingons aliam-se ao Dominion. A Federação reativa sua aliança com os Klingons, mas os aliados permanecem em desvantagem até que os Romulanos, sentindo-se ameaçados pelo avanço das forças do Dominion no quadrante alfa, unem-se aos Klingons e a Federação (Tríplice Aliança, 2374). Os Breens, que já haviam atacado os Bajorianos em 2372, entram no conflito galáctico ao lado do Dominion. Os Cardassianos, insatisfeitos com o fato (os Breens também haviam atacado os Cardassianos em 2366), desfazem sua aliança com o Dominion e associam-se à Tríplice Aliança. Em 2375 o Dominion e os Breens são derrotados e assinam um Tratado de paz. Esta guerra vitimou cerca de 280 milhões de cardassianos.

O Governo CardassianoIMPÉRIO CARDASSIANO

. Líderes Civis (Políticos)

. Comando Central (Militares)

. Ordem Obsidiana (Inteligência)

Os Militares controlam o Governo. Tanto o Comando Central e a Ordem Obsidiana coexistem como entidades separadas. Ambos respondem como autoridade política, no alto conselho que permitem ditar leis para os seus próprios interesses.

O GOVERNO
O Governo é da responsabilidade do Comando Central.

Na Data estelar 46360.8 – O Comando Central ainda controla o governo, contudo a Ordem Obsidiana ganha força e poder com a ajuda do Império Romulano, ameaçando cada vez mais o Comando Central.

COMANDO CENTRAL
Uma das principais ramificações militares do Império Cardassiano (Guls/Legates), administram as tarefas militares.

ORDEM OBSIDIANA
Unidade de inteligência do Império Cardassiano. São conhecidos por serem diligentes e rudes. Tudo vêem. São capazes de saber que um cidadão cardassiano almoçou em determinado dia. A Ordem Obsidiana é considerada mais eficiente que a Tal Shiar (Inteligência Romulana). Embora a Ordem Obsidiana responda por sua própria autoridade, ela também garante autonomia ao Comando Central na investigação de qualquer cidadão cardassiano sob sua jurisprudência, inclusive cidadãos da Ordem.

SISTEMA JUDICIÁRIO
Corte Jurídica Cardassiana, considerada bárbara aos olhos humanos. Vangloriam-se de que seu sistema é o mais eficiente de todo o quadrante.

Qualquer um é considerado culpado até que se prove o contrário, supondo que seja absolvido antes da execução. Os veredictos são sempre conhecidos antes mesmo de ocorrer o julgamento (culpado) e dificilmente existe mudança do mesmo no decorrer de todo o processo.

A sociedade cardassiana gosta de acompanhar o triunfo da Justiça sob o mal. Gerando assim uma segurança para os cidadãos. O Império Cardassiano acredita que é bom para a população ver o ‘espetáculo’ da justiça nas Cortes. Os julgamentos servem para mostrar a futilidade de comportamento contrário à boa ordem. A justiça é feita e vidas são asseguradas no Império. Todos os crimes são resolvidos com a punição adequada a cada caso. Para a sociedade cardassiana a convicção de uma justiça criminal forte é salutar.

ESTRUTUTURA JUDICIAL
. Chefe Archon – Juiz responsável pelos procedimentos na Corte.

. Defensor – (Conservator) – Consultor jurídico, advogado. Responsável pelas confissões criminais dos réus.

. Nestor – Conselheiro, consultor. Protege os direitos dos criminosos.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
O Chefe Archon tem como dever gerir, observar todos os procedimentos da corte e ouvir as evidencias trazidas publicamente pelo Defensor. Embora o veredicto já se saiba antes do início do julgamento, o papel do Chefe Archon é confirmá-lo diante de todo o público disponível no Sistema Cardassiano.

O Defensor tem como papel mostrar ao acusado seu delito e colher sua confissão para posteriormente disponibilizá-la para leitura na Corte. Ele ajuda o réu através de seu conhecimento em jurisprudência a aceitar o inevitável veredicto de culpado, cuja pena é usualmente a execução.

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA
Responsável por todos os setores científicos de Cardassia, sob a chancela direta do Comando Central.

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
Responsável pelo departamento de tributação e arrecadação. Também assegura que todo cidadão pague em dia seus impostos e contribuições através de donativos ao Império Cardassiano.

PRIMEIRA REPÚBLICA
Facção política do Governo cardassiano.

Os Cardacianos FamososGuL DuKat:
Oficial Cardassiano que comandou a Estação Mineradora Terok Nor (renomeada Estação Especial Nove pela federação) por anos antes da retirada Cardassiana do Sistema Bajoriano. Foi ele quem fez Odo o chefe de segurança da Estação em 2363. Depois da retirada ainda manteve um contato constante com a vida da Estação até ser seqüestrado pelos maquis em 2370 e salvo por Sisko. Dukat foi promovido a Legado quando ajudou a a defender o Conselho Civil Deteppa da captura durante a invasão klingon, mas perdeu o posto de Legado quando veio a tona uma amante Bajoriana e uma filha ilegítima. Quase levou o quadrante Alfa a beira do caos quando após um golpe assumiu o poder e se aliou ao Dominion sendo um fantoche na guerra. Sua relação com Garak sempre foi de ódio mortal, pois foi Garak que executou seu pai, quando era membro da Ordem Obsidiana, Dukat tentou sempre se vingar de Garak.

GARAK:
Agente formado na Ordem Obsidiana, poderoso serviço de inteligência Cardassiano, até ser exilado na Colônia de Mineração Terok Nor (Estação Espacial 9) em 2368. Foi o único cidadão Cardassiano a ficar na estação quando da retirada do Sistema Bajoriano. No seu exílio na Estação DP9, Garak abriu uma loja de roupa no promenade e trabalhou como um alfaiate. Garak não fez nenhuma referência ao seu passado, mas algumas pessoas na estação ainda o consideraram como um espião, incluindo o Dr. Julian Bashir, apesar de ser o seu melhor amigo. Na época que ainda era agente da Ordem Obsidiana, Garak foi voluntário a ter um implante craniano colocado para lhe ajudar a resistir a torturas caso fosse capturado por um inimigo. Garak achou a vida exilada em Terok Nor (depois DP9) ser intolerável, assim ele ativou o seu implante craniano. O implante serviu como um narcótico poderoso no qual Garak ficou fisicamente dependente até 2370, quando um mal funcionamento da unidade quase tira a sua vida. Dr. Bashir pôde remover o dispositivo. Até mesmo em exílio, Garak nunca abandonou a esperança de reabilitação política eventual. Garak voltou brevemente a Cardassia em 2371 para ajudar a salvar Kira Nerys que tinha sido levada como prisioneira pela Ordem Obsidiana.

Nos primeiros meses da Guerra contra o Dominion, Garak foi muito importante para a Federação e seus aliados. Ele quebrava códigos de segurança cardassianos, participava de missões e mais tarde ajudou o agora Cap. Sisko, a trazer os romulanos para o lado da Federação. Ele causa a morte de um senador romulano, mas deixa indícios apontando para o Dominion. Garak é filho de Enabran Tain um ex-líder da Ordem Obsidiana, com a sua amante Mila. Seu pai foi morto numa armadilha preparada pelo Dominion para destruir as frotas de nave da Ordem Obsidiana e do Tal Shiar dos romulanos.

A participação de Garak no Movimento de Resistência Cardassiano de Damar foi crucial para a derrota do Domínio em 2375. Ele pôde finalmente regressar a seu Planeta Natal, mas, infelizmente, Cardassia Prime se encontrava em ruínas após a campanha de terror e destruição causada pelas Forças do Dominion contra o seu povo.

DAMAR:
Oficial Cardassiano que conseguiu chegar ao posto de Legado e depois mártir. Começou como braço direito de Gul Dukat no cargueiro Groumall. Em 2372, Damar era o primeiro oficial de Dukat quando ele capturou e comandou uma Ave de Rapina Klingon durante o conflito dos klingons com os cardassianos. Após Dukat ter feito uma aliança com o Dominion, Damar assumiu como segundo homem na hierarquia cardassiana. Damar estava ao lado de Dukat quando um combinado de naves Dominion-Cardassianas tomaram a Estação Terok Nor (Deep Space 9) da Federação em 2373. Durante a ocupação da Estação, Damar descobriu uma maneira de desativar o campo de minas auto-replicantes, que bloqueavam a Fenda Espacial, mantendo os reforços do Dominion no Quadrante Gama. No entanto, o plano foi dificultado por sabotadores a bordo da Estação e pela ofensiva Federação / Klingon. Damar descobriu que a filha de Dukat, Ziyal, era uma sabotadora e a matou com um phaser. Quando Dukat foi preso pelas forças da Federação, permitiu que Damar subisse para a primeira posição no Império Cardassiano. Ao contrário de seu antecessor, ele assumiu o título de Legado.

O Legado Damar continuava como um fantoche do Dominion, procurando refúgio na bebida kanar. Suas dúvidas sobre a Aliança com o Dominion cresceram quando os Fundadores anunciaram uma aliança com o Breen, em 2375, diminuindo a importância de seu povo na Aliança. Ele começou a conspirar com outros líderes militares para formar uma Célula de Resistência contra o Dominion. As forças do Dominion, no entanto, foram capazes de submergir e destruir todos os segmentos militares que tinham se alinhado a Damar, deixando-o com um pequeno bando de rebeldes que aceitaram a ajuda da Federação - ironicamente, com o envio da Major Kira, do Comissário Odo e do exilado Cardassiano Garak.

Damar e sua Resistência Cardassiana ficaram no submundo, realizando atos de sabotagem isolados contra instalações e forças do Dominion. Começou a virar uma lenda para seu povo que o via como um herói. Durante o ataque da Aliança Federação-Klingon-Romulana a Cardassia Prime, a Frota Cardassiana muda de lado no meio da batalha, o que garantiu a derrota do Dominion no espaço. Entretanto, em terra, Damar e sua resistência invadiram a Sede do Dominion. Damar foi morto pelos soldados Jem'Hadar durante esta invasão, mas seu esforço foi considerado um sucesso. Damar agora é considerado um mártir em nome do orgulho e liberdade cardassiana.

OS BETAZÓIDES

Fonte: Site USS Ventura


Os Betazóides atualmente são membros ordinários da Federação Unida dos Planetas. Uma raça calma que desenvolveu habilidades altamente telepáticas, sendo conhecidos por apreciarem as belas artes, literatura e filosofia. Como todos o betazóides são telepáticos, eles normalmente não precisam vocalizar seus pensamentos um ao outro para se comunicarem, mas as vezes o fazem para a compreensão dos estrangeiros. Esta telepatia é uma habilidade natural, e sua força varia de um a outro. A maioria desenvolve suas habilidades na adolescência, mas alguns têm habilidades telepáticas tão ativas que podem fazer problemas mentais severos devido à sua inabilidade de suprimir as outras mentes das pessoas ao seu redor. Suprimir as mentes dos demais é uma habilidade que é absolutamente necessária para o bem-estar de um Betazóide, particularmente para aqueles cujas habilidades sensoriais telepáticas são intensas.

O Lar dos betazóides é o planeta Betazed (Cyndriel) localizado no quadrante Alfa, 5º planeta em um sistema solar com oito planetas. Um planeta Classe M muito parecido com o Planeta Terra com grandes oceanos.

A Raça e Fisiologia dos Betazóides

Aparência
Externamente, os Betazóides são entre todas as espécies humanóides registradas, a que mais se assemelham aos humanos mas, eles todos tem os olhos muito pretos e sem cor de íris. Os betazóides podem se reproduzir com humanos, embora isto venha a diluir as habilidades telepáticas da descendência. As crianças de tal uma união desenvolvem freqüentemente a empatia no lugar de habilidades telepáticas completas, entretanto eles ainda podem se comunicar telepaticamente com seu pai ou mãe betazóide. Os betazóides não podem ler os pensamentos de Ferengi, Breen, Ullians ou Dopterians devido às suas formações de lóbulo de cérebro incomuns, mas os meios betazóides conseguem ocasionalmente sentir as emoções destas espécies.

ASPECTOS GERAIS FISIOLÓGICOS
Os betazóides são muito flexíveis, eles podem controlar muitas funções do corpo. Os sistemas respiratório, circulatório, endócrino e coração funcionam de forma similar aos humanos, com a exceção do esqueleto ser flexível, similar ao de um gato.

A sua mente contém o paracortex, o seu lóbulo telepático que é altamente capaz de recuperar-se de um dano e inclui o "metaconsciousness", ou um filtro de trauma, e o psilosynine, um neuro-transmissor que ajuda as habilidades telepáticas.

A Reprodução é também similar aos humanos, embora a gestação seja geralmente considerada mais intensa e mais longa, totalizando 10 meses. As fêmeas passam por um período intitulado "A Fase" no qual o desejo sexual é multiplicado por quatro. As betazóides fêmeas também são férteis por quase toda sua vida, engravidando aos cinqüenta, sessenta, e em alguns casos até mesmo com setenta anos.

A Sociedade Betazóide


A Sociedade betazóide tende para tradições mais formais e cerimoniais que a maioria das outras culturas em sua atual fase evolutiva. Alguns dos ritos são freqüentemente considerados muito diferentes para os padrões da Federação, notavelmente um exemplo clássico é a cerimônia de casamento tradicional na qual nenhuma roupa é usada. Embora não haja nenhuma discriminação oficial quanto aos homens, normalmente dentro da Sociedade betazóide, as mulheres tradicionalmente ocuparam os muitos cargos de autoridades.
Os betazóides são uma raça de filósofos pacíficos não utilizam armas ou sistemas de defesa. O sistema de defesa planetário provou ser muito antiquado no momento que precisaram para deter o Dominion, em 2374.

Os Machos são considerados informalmente menos merecedores ou menos inteligentes que as mulheres, embora normalmente a maioria das fêmeas seja tolerante e considere seu par um igual. As mulheres herdam as riquezas familiares, e são freqüentemente a cabeça das casas e famílias, embora os homens também podem ocupar essas posições. Os papéis entre machos e fêmeas podem variar em ambos os sentidos em intensidade, competitividade e poder.
A organização social de Betazed é um sistema de classes, embora não há nenhuma distinção entre 'pobres' e 'ricos'. As Classes Nobres são parte da sociedade betazóide em qual é acredita-se que descenda dos primeiros ancestrais betazóides. As Classes Nobres são divididas em Casas que são baseados nos melhores valores dos seus indivíduos.
As Casas de Betazed são o topo da classe social em Betazed. São numeradas e podem ser classificadas pelas qualidades e valores que as Casas asseguram dentro da sociedade. Há um total de 13 casas baseadas nas qualidades dos antepassados.
Primeira Casa de Betazed: Casa da Honestidade e Verdade
Segunda Casa de Betazed: Casa ainda desconhecida
Terceira Casa de Betazed: Casa da Saúde
Quarta Casa de Betazed: Casa das Artes Naturais
Quinta Casa de Betazed: Casa da Nobreza
Sexta Casa de Betazed: Casa ainda desconhecida
Sétima Casa de Betazed: Casa da Coragem
Oitava Casa de Betazed: Casa ainda desconhecida
Nona Casa de Betazed: Casa ainda desconhecida
Décima Casa de Betazed: Casa da Perseverança
Décima primeira Casa de Betazed: Casa ainda desconhecida
Décima segunda Casa de Betazed: Casa do Equilíbrio
Décima terceira Casa de Betazed: Casa da Paz e Proteção

Os Betazóides Famosos

CONSELHEIRA DeANNA TROI:
Deanna assumiu o cargo de Conselheira da USS Enterprise-D em 2364 sob o comando do Capitão Jean-Luc Picard. Deanna não é uma betazóide pura, sendo filha de Lwaxana Troi, uma betazóide, e um terráqueo chamado Ian Andrew Troi. Troi estudou na Universidade de Betazed no curso de Psicologia. Quando se formou, entrou para a Academia da Frota Estelar em 2354. Quando ainda era uma estudante de Psicologia em Betazed, envolveu-se romanticamente com o Tenente Willian Thomas Riker. Deanna fez planos para os dois, levando muito a sério o relacionamento, mas Riker a deixou pra trás, tendo em vista sua carreira e sua transferência para a USS Potenkin, em 2359. Troi se graduou na Academia e, em 2364, assumiu seu posto na USS Enterprise-D, reencontrando seu antigo "affair" a bordo. Troi teve um filho involuntariamente, sendo engravidada por uma criatura não corporal (um globo de luz). O nome da criança era Ian Andrew Troi, em homenagem a seu pai. Porém, seu filho morreu para salvar a tripulação da USS Enterprise-D. Troi possui um extraordinário poder empático, que utiliza para ajudar os tripulantes da nave em sua longa jornada no espaço profundo, além de ser a conselheira oficial do Capitão Picard. Em 2367 ela assume a ponte após uma série de desastres a bordo e se sai bem, sendo a única vez que Troi assumiu a Nave.

Embaixadora lwaxana troi:
Como uma das figuras mais coloridas e extrovertidas da diplomacia galáctica, a Embaixadora betazóide Lwaxana Troi conduziu uma vida de resplandecência e tragédia. Uma filha da Quinta Casa de Betazed, proprietária do Cálice Sagrado de Rixx e herdeira dos Anéis Santos de Betazed. A vida de Lwaxana foi marcada por uma sucessão de romances e matrimônios, o mais estável foi com o tenente comandante da Frota Estrelar Ian Andrew Troi em 2328. Com este humano teve duas filhas: Kestra, um ano após o casamento, e Deanna já em 2336. Kestra se afogou acidentalmente um ano depois do nascimento de Deanna, traumatizada Lwaxana apagou de sua memória a existência da primeira filha. Quando seu marido morreu em 2343, Lwaxana assumiu um estilo de vida selvagem, mascarando sua dor pessoal, mas também aborrecendo e aos poucos se isolando de sua filha, também no intuito de protegê-la. Vários romances fracassaram, chegando a se envolver com Kaelon IV Dr. Timicin do planeta Kaelon IV e o chefe de segurança Odo da Estação Deep Space Nine. Uma vez ela confessou que seus vários romances eram motivados pelo medo de envelhecer e pela solidão. Lwaxana sempre teve um bom coração e até mesmo ajudou DaiMon Tog, ferengi luxurioso, que a havia seqüestrado junto com Deanna e Riker em 2366.

TAM ELBRUM:

Especialista betazóide da Frota Estrelar em primeiros-contatos com outras espécies graças as suas habilidades telepáticas, apesar de uma significativa história de instabilidade emocional. Em 2366 esteve a bordo a USS Enterprise-D numa missão de estabelecer contato mental com o "Homem de Lata", uma inteligência alienígena que se assemelhava a uma espaçonave orgânica que esta orbitando uma estrela afastada a ponto de explodir. Tam compartilhou com sua velha amiga Deanna Troi sua frustração com seus poderes telepáticos extraordinários que constantemente o bombardeava com os pensamentos e mentes das demais criaturas ao seu redor. Ele também confidenciou intimamente que ele já havia estabelecido um contato mental preliminar com o "Homem de Lata", mesmo aquela distância, infelizmente Tam morre nesta missão.

Alferes Lon Suder:

Lon fazia parte do grupo terrorista denominado Maquis, engenheiro e um betazóide homicida.Fez parte do grupo Maqui que foi adicionado a tripulação da USS Voyager em 2371, quando a nave da federação estava perdida no quadrante Delta. Em 2372, Suder deixou aflorar sua veia assassina e matou um tripulante da Voyager. Foi descoberto pelo Tenente Vulcano Tuvok e confinado aos aposentos, lá Suder é auxiliado por Tuvok com seções de controle mental para tentar curar seu instinto assassino/homicida. Ainda em 2372 a USS Voyager foi invadida e controlada pelos Kasons, deixando a tripulação em um planeta deserto, Suder o único restante a bordo, morreu ajudando o Médico Holográfico a retomar o controle da nave.
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